A Lei de 7 de novembro de 1831 declarou todos os africanos escravizados que chegassem ao ao Brasil seriam considerados livres. Mais conhecida como “lei para inglês ver”, ela nunca foi cumprida (a expressão é usada até os dias atuais para aquilo que é feito para se constar e não para ser aplicado).  O comércio ilegal de escravos continuou clandestinamente, principalmente para atender à demanda das lavouras de café. Estima-se que cerca de 1 milhão de africanos tenham sido escravizados ilegalmente no Brasil entre 1831 e 1850. A lei previa a reexportação dos escravizados, mas a maioria permaneceu no país, sendo explorados como mão de obra barata. Apesar disso, a lei teve algum impacto, pois houve uma queda no número de africanos entrando no Brasil a partir de 1831. Embora a pressão inglesa para combater o contrabando, o número de entradas aumentou consideravelmente. O Rio de Janeiro desempenhou um papel central na reprodução do sistema escravista no Brasil, sendo o principal ponto de entrada de escravizados. Durante o tráfico ilegal, as condições de transporte eram precárias e o número de mortos na travessia aumentou significativamente. Em 1850, a Lei Euzébio de Queiroz foi promulgada, encerrando o tráfico atlântico de escravos para o Brasil. Após a abolição em 1888, os negros foram abandonados a própria sorte e enfrentaram discriminação e exclusão social, com a implementação de um projeto de modernização que não afetou o latifúndio e estimulou o racismo. Essa história de injustiças e dor continua a afetar o Brasil, nos dias atuais.