Pretos africanos e seus descendentes criaram irmandades para garantir um enterro digno aos confrades. Embora a Coroa portuguesa e a Igreja recomendassem que o enterro fosse digno para os escravizados, muitos senhores simplesmente não obedeciam.  Frequentemente, corpos de escravizados eram deixados pelos senhores às portas de igrejas,  ou mesmo, nas praias, para serem levados pela maré.

Os cemitérios destas irmandades eram considerados campos santos, mas as cerimônias religiosas eram precárias ou inexistentes. Relatos de viajantes dão conta que no “Cemitério dos Pretos Novos,” no Valongo, os corpos eram jogados em valas, onde eram colocados uns sobre os outros e cobertos com terra.  A morte sem sepultura era temida, e os mortos insepultos eram considerados almas penadas. Os cemitérios rasos eram deixados para os mais pobres, que buscavam alternativas para os enterramentos. Por exemplo,  uma negra pobre foi enterrada na igreja da Lampadosa, após sua família recolher esmolas para o sepultamento, como retratado por Debret na imagem.