{"id":5061,"date":"2024-11-10T13:09:14","date_gmt":"2024-11-10T16:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/?page_id=5061"},"modified":"2025-04-04T01:16:59","modified_gmt":"2025-04-04T04:16:59","slug":"a-procedencia-dos-africanos-escravizados","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/a-procedencia-dos-africanos-escravizados\/","title":{"rendered":"A proced\u00eancia dos africanos escravizados"},"content":{"rendered":"<p>Durante o s\u00e9culo XVIII e a primeira\u00a0metade do s\u00e9culo XIX, diferentes grupos africanos chegaram \u00e0 cidade do Rio de\u00a0Janeiro em diversas ondas migrat\u00f3rias. Estudos indicam que o n\u00famero de\u00a0africanos escravizados no Porto do Rio aumentou gradualmente desde o s\u00e9culo\u00a0XVII e se intensificou no s\u00e9culo XVIII. Nos \u00faltimos tr\u00eas quart\u00e9is do s\u00e9culo\u00a0XVII, chegaram cerca de 188.688 cativos ao porto do Rio de Janeiro. No primeiro\u00a0quartel do s\u00e9culo XVIII, a cidade recebeu 159.253 cativos africanos,\u00a0representando aproximadamente 87% dos cativos dos tr\u00eas quart\u00e9is anteriores. Os\u00a0negociantes cariocas expandiram suas atividades em Benguela durante o s\u00e9culo\u00a0XVIII, fornecendo escravos para as minas de ouro e diamantes em Minas Gerais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5063\" aria-describedby=\"caption-attachment-5063\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5063 size-full\" src=\"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-BENGUELA-ANGOLA-CONGO-MONJOLO-198x300-1.webp\" alt=\"Descri\u00e7\u00e3o da Imagem: A imagem apresenta quatro retratos em estilo de gravura, mostrando perfis de indiv\u00edduos africanos. Cada retrato \u00e9 acompanhado por uma legenda que identifica a origem da pessoa retratada. No canto superior esquerdo, um homem \u00e9 identificado como &quot;Benguela&quot;. No canto superior direito, outro homem \u00e9 chamado de &quot;Congo&quot;. No canto inferior esquerdo, um terceiro homem \u00e9 identificado como &quot;Mina&quot; e no canto inferior direito, uma mulher \u00e9 identificada como &quot;Mo\u00e7ambique&quot;. Os retratos, com seus detalhes em gravura, destacam os tra\u00e7os faciais e penteados caracter\u00edsticos de cada indiv\u00edduo. \" width=\"198\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5063\" class=\"wp-caption-text\">Imagem 4: (Benguela \/ Angola \/ Congo \/ Monjolo \/Cabinda \/ Quiloa \/ Rebolla \/ Mina) Fonte Rugendas, Johann Moritz, 1802-1858. Viagem pitoresca atrav\u00e9s do Brasil. p. gravura 40\/44. Dispon\u00edvel: <span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/objdigital.bn.br\/objdigital2\/acervo_digital\/div_iconografia\/icon94994\/icon94994_090.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a>\u00a0<\/span> .<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com diferentes fontes, entre\u00a01710 e 1750, predominaram os africanos de origem mina, enquanto os registros de\u00a0\u00f3bitos do s\u00e9culo XVIII apontam a predomin\u00e2ncia de grupos angolanos, guineenses,\u00a0minas, benguelas e congos. Testamentos de propriet\u00e1rios mostraram que, entre\u00a01736 e 1740, dois ter\u00e7os dos africanos escravizados no Rio de Janeiro eram da\u00a0\u00c1frica Centro Ocidental, destacando-se angolas, benguelas e ganguelas congos e\u00a0monjolos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5062 alignleft\" src=\"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/4-1-cabinda-quiloa-rebola-mina-1-200x300-1.webp\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Imagem 4:<\/strong>\u00a0(Benguela \/ Angola \/ Congo \/ Monjolo \/Cabinda \/ Quiloa \/ Rebolla \/ Mina)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte Rugendas, Johann Moritz, 1802-1858. Viagem pitoresca atrav\u00e9s do Brasil. p. gravura 40\/44. Dispon\u00edvel:\u00a0<a href=\"http:\/\/objdigital.bn.br\/objdigital2\/acervo_digital\/div_iconografia\/icon94994\/icon94994_086.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, a importa\u00e7\u00e3o de\u00a0africanos escravizados de Luanda e Benguela cresceu a partir de 1740 e atingiu\u00a0seu auge em 1790, permanecendo assim at\u00e9 1830. Entre 1790 e 1830, africanos\u00a0Centro Ocidentais predominaram no tr\u00e1fico entre Angola e o Rio de Janeiro.\u00a0Durante esse per\u00edodo, houve tr\u00eas intervalos distintos: de 1790 a 1810, com\u00a0m\u00e9dia de 9.967 escravos\/ano; de 1811 a 1825, com entrada anual de mais de\u00a020.908 escravos, em fun\u00e7\u00e3o da abertura dos portos ao com\u00e9rcio internacional. e\u00a0de 1826 a 1830, motivado pela Lei do\u00a0 fim\u00a0do tr\u00e1fico at\u00e9 mar\u00e7o de 1830. Por\u00e9m, a proximidade do prazo, elevou muito as\u00a0compras de africanos pelos traficantes cariocas, quase dobrando a entrada de\u00a0africanos no Rio de Janeiro, por ano. A aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico s\u00f3 ocorreu durante\u00a0o Per\u00edodo Regencial, ap\u00f3s a abdica\u00e7\u00e3o de D. Pedro I, em 1831.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/?page_id=5072\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-6220\" src=\"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/proximapagina.jpg\" alt=\"\" width=\"64\" height=\"64\" srcset=\"https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/proximapagina.jpg 225w, https:\/\/museologiavirtual.tech\/identidadeememoriaafricana\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/proximapagina-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 64px) 100vw, 64px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o s\u00e9culo XVIII e a primeira\u00a0metade do s\u00e9culo XIX, diferentes grupos africanos chegaram \u00e0 cidade do Rio de\u00a0Janeiro em diversas ondas migrat\u00f3rias. 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