DICAS DE LEITURA – Texto: CIBERMUSEOLOGIA: AS DIFERENTES DEFINIÇÕES DE MUSEUS ELETRÔNICOS E A SUA RELAÇÃO COM O VIRTUAL


“Imagine entrar em um museu sem necessariamente atravessar suas portas”.

O encontro pode começar diante de uma obra, em uma sala de exposição. Mas também pode acontecer pela tela de um celular, em uma visita digital, na exploração de um objeto em 3D ou em uma publicação compartilhada nas redes sociais.

Onde começa e onde termina o museu quando os espaços físicos e digitais passam a se encontrar?

É a partir de questões como essa que o capítulo “Cibermuseologia: as diferentes definições de museus eletrônicos e a sua relação com o virtual”, de Monique B. Magaldi, Bruno Brulon e Marcela Sanches, nos convida a refletir sobre as transformações provocadas pelas tecnologias digitais no universo dos museus.

A leitura nos ajuda a perceber que falar em museu virtual não significa simplesmente imaginar um site ou uma exposição transferida para a internet. O próprio conceito de virtual é mais complexo: está relacionado à ideia de potência, transformação e possibilidade — algo que está em constante “vir a ser”.

 

É nesse cenário que surge a Cibermuseologia, apresentada como uma dimensão da Museologia dedicada a pensar as relações entre museus e tecnologias digitais. Seu campo acompanha um universo em permanente transformação, no qual novas tecnologias modificam as formas de pesquisar, preservar, documentar, comunicar e experimentar o patrimônio.

Ao longo do capítulo, encontramos exemplos que mostram como essa transformação já acontece: digitalização de objetos em 3D, QR codes, tecnologias aplicadas à pesquisa e conservação de acervos e experiências que aproximam o espaço físico do museu do ciberespaço.

Essa aproximação nos leva a outro conceito interessante: o cibridismo. Em vez de pensar o físico e o digital como mundos separados, somos convidados a perceber experiências híbridas, nas quais transitamos continuamente entre diferentes espaços e formas de interação.

As redes sociais também entram nessa história. Iniciativas como a #MuseumWeek mostram como visitantes podem deixar de ser apenas receptores de informações e participar da circulação de imagens, experiências e narrativas sobre os museus para muito além de suas paredes.

Mas toda transformação também traz perguntas.

Quem consegue participar dessas experiências? Quem permanece excluído? Quais questões éticas surgem quando museus incorporam novas tecnologias?

Por isso, mais do que apresentar ferramentas digitais, o capítulo nos convida a pensar sobre algo maior: como as tecnologias estão transformando nossa própria maneira de compreender os museus e suas relações com o patrimônio e a sociedade.

🔎 Uma leitura para quem deseja descobrir que, entre o museu geolocalizado e o digital, existem muitos outros caminhos possíveis.

OBS: O presente texto é um texto livre, baseado em reflexões obtidas a partir do capítulo “CIBERMUSEOLOGIA: AS DIFERENTES DEFINIÇÕES DE MUSEUS ELETRÔNICOS E A SUA RELAÇÃO COM O VIRTUAL”. As imagens foram criadas por IA, com o intuito de ilustrar o texto, criado em formato de “contação de histórias” (Chat GPT).

REFERENCIA:

MAGALDI, Monique B.; BRULON, Bruno; SANCHES, Marcela. Cibermuseologia: as diferentes definições de museus eletrônicos e a sua relação com o virtual. In: MAGALDI, Monique B.; BRITO, Clóvis Carvalho (org.). Museus & museologia: desafios de um campo interdisciplinar. Brasília, DF: FCI-UnB, 2018. p. 135–155. Disponível em: https://livros.unb.br/index.php/portal/catalog/book/163/chapter/1857. Acesso em: 27 set. 2026.